A política externa de Luís Inácio Lula da Silva ficou conhecida por alçar o
país em graus mais altos no clube das nações e por pleitear uma posição
estratégica no cenário internacional. Grande debate alcançou a PEB no Governo
Lula e a participação pública dava o tom de acerto ou impropério, como nos
casos de apoio ao presidente do Irã, negociação do etanol com os EUA, apoio os
dirigentes cubanos.
Na sua concepção de ação internacional se processou algo pouco comum na tradição diplomática brasileira. A formulação de diretrizes da política externa do país ficou sujeita a 3 nomes no governo do presidente Lula: Celso Amorim, seu chanceler; Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-gral do Itamaraty; e Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência da República. A política externa ficaria sujeita a uma “triangulação” em sua concepção.
Na sua concepção de ação internacional se processou algo pouco comum na tradição diplomática brasileira. A formulação de diretrizes da política externa do país ficou sujeita a 3 nomes no governo do presidente Lula: Celso Amorim, seu chanceler; Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-gral do Itamaraty; e Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência da República. A política externa ficaria sujeita a uma “triangulação” em sua concepção.
Lula, o
protagonista
Em todos os oito anos de seu Governo, Lula foi o personagem mais forte de nossa política externa, foi a imagem brasileira que mais se sobressaiu na comunidade internacional. Lula, presidente com a maior popularidade e aprovação entre os brasileiros repetiu o feito no cenário externo. Foi aclamado e elogiado, ganhou vários prêmios e foi sondado, e continua sendo, para assumir postos em organismos internacionais.
O ex-presidente foi eleito várias vezes e por vários veículos de comunicação nacionais e internacionais como personalidade do ano. Para o Newsweek Lula foi uma das 18 pessoas mais poderosas do mundo em 2008; a publicação Forbes considerou-o a 33° mais poderosa do mundo em 2009; ainda em 2009 foi o homem do ano do Le Monde e do El País. Para o Financial Times Luís Inácio foi uma das 50 pessoas que moldaram a década (2009), recebeu em 2010 do Fórum Econômico Mundial o título de Estadista Global. O Haaretz validou Lula como profeta do diálogo pelo debate na construção da paz no Oriente Médio, entre outros prêmios e títulos.
O presidente foi consultado, ainda no poder, sobre suas intenções ao transmitir a Presidência da República ao próximo governante. Desde então foi cotado pela imprensa e por parceiros políticos para assumir da Secretaria-Geral da ONU ao comando da UNASUL. A Lula político goza de prestígio e fama no cenário internacional e acredita-se pode dar valiosa contribuição ainda para a região sul-americana e para o globo. O destaque internacional projetado na figura política de Lula supera àqueles que ocuparam o cargo anteriormente, com isso a promoção do Brasil também alcançou níveis elevados.
Em todos os oito anos de seu Governo, Lula foi o personagem mais forte de nossa política externa, foi a imagem brasileira que mais se sobressaiu na comunidade internacional. Lula, presidente com a maior popularidade e aprovação entre os brasileiros repetiu o feito no cenário externo. Foi aclamado e elogiado, ganhou vários prêmios e foi sondado, e continua sendo, para assumir postos em organismos internacionais.
O ex-presidente foi eleito várias vezes e por vários veículos de comunicação nacionais e internacionais como personalidade do ano. Para o Newsweek Lula foi uma das 18 pessoas mais poderosas do mundo em 2008; a publicação Forbes considerou-o a 33° mais poderosa do mundo em 2009; ainda em 2009 foi o homem do ano do Le Monde e do El País. Para o Financial Times Luís Inácio foi uma das 50 pessoas que moldaram a década (2009), recebeu em 2010 do Fórum Econômico Mundial o título de Estadista Global. O Haaretz validou Lula como profeta do diálogo pelo debate na construção da paz no Oriente Médio, entre outros prêmios e títulos.
O presidente foi consultado, ainda no poder, sobre suas intenções ao transmitir a Presidência da República ao próximo governante. Desde então foi cotado pela imprensa e por parceiros políticos para assumir da Secretaria-Geral da ONU ao comando da UNASUL. A Lula político goza de prestígio e fama no cenário internacional e acredita-se pode dar valiosa contribuição ainda para a região sul-americana e para o globo. O destaque internacional projetado na figura política de Lula supera àqueles que ocuparam o cargo anteriormente, com isso a promoção do Brasil também alcançou níveis elevados.
Celso
Amorim, o chanceler
O diplomata Amorim já foi nomeado ministro das Relações Exteriores por duas vezes, a primeira delas no governo Itamar Franco durante os anos de 1993-1995. A segunda passagem como chanceler se deu no governo de Lula, onde ocupou o posto durante os dois mandatos do então presidente, ou seja, 8 anos (2003-2010).
Amorim foi o responsável, segundo analistas e as mídias sociais, pela “humanização” e pela atribuição da noção de soberania da política externa brasileira, definindo-a publicamente como “ativa e altiva”. O Brasil operacionalizou uma política externa mais arrojada e ambiciosa, ocupou também posição de destaque internacional. Foi indicado como o “melhor chanceler do mundo” em 2009 pela publicação Foreign Policy.
O chanceler conduziu a política externa dando-a contornos de “soberana e altiva”, dando contornos de potência média ao país, ou de potência emergente. Esse foi também principio ordenador das parcerias estratégicas e da instrumentalização de diversos grupos/fóruns no período (IBAS, BRIC, G20, G4...). Procurou-se buscar afinidades e convergências com os demais países que poderiam reivindicar o mesmo que o Brasil pretendia. Acima de tudo buscou-se equilibrar a “balança” unindo emergentes e países em desenvolvimento, agregados segundo a familiaridade de proveitos, face aos interesses dos países desenvolvidos.
O diplomata Amorim já foi nomeado ministro das Relações Exteriores por duas vezes, a primeira delas no governo Itamar Franco durante os anos de 1993-1995. A segunda passagem como chanceler se deu no governo de Lula, onde ocupou o posto durante os dois mandatos do então presidente, ou seja, 8 anos (2003-2010).
Amorim foi o responsável, segundo analistas e as mídias sociais, pela “humanização” e pela atribuição da noção de soberania da política externa brasileira, definindo-a publicamente como “ativa e altiva”. O Brasil operacionalizou uma política externa mais arrojada e ambiciosa, ocupou também posição de destaque internacional. Foi indicado como o “melhor chanceler do mundo” em 2009 pela publicação Foreign Policy.
O chanceler conduziu a política externa dando-a contornos de “soberana e altiva”, dando contornos de potência média ao país, ou de potência emergente. Esse foi também principio ordenador das parcerias estratégicas e da instrumentalização de diversos grupos/fóruns no período (IBAS, BRIC, G20, G4...). Procurou-se buscar afinidades e convergências com os demais países que poderiam reivindicar o mesmo que o Brasil pretendia. Acima de tudo buscou-se equilibrar a “balança” unindo emergentes e países em desenvolvimento, agregados segundo a familiaridade de proveitos, face aos interesses dos países desenvolvidos.
Samuel Pinheiro Guimarães, o teórico
Samuel Pinheiro Guimarães foi na maior parte do Governo Lula o Secretário-Geral do Itamaraty, o segundo dentro do órgão. Em outubro do último ano foi nomeado ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
A própria nomeação de Guimarães para os quadros diretores do Ministério das Relações Exteriores principiou a definição de objetivos e trajetos da política externa do governo. Sempre avesso a condição inferior do Brasil e subjugado a Washington, Guimarães foi um duro crítico a entrada do Brasil na ALCA durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso o que fez com que fosse exonerado do cargo de diretor do Instituto de Pesquisas em Relações Internacionais (IPRI) do Itamaraty. Sua volta a casa foi de representativa significação quanto às aspirações e leitura dos ricos e oportunidades no lócus internacional.
É considerado o teórico da diplomacia do Governo Lula, suas teses são defendidas no livro “Quinhentos anos de periferia”, é considerado por muitos como anti-americano. Findado o mandato de Lula, Guimarães foi indicado para o cargo de Alto Representante-Geral do Mercosul.
Marco Aurélio Garcia, o terceiro vértice
A nomeação de Marco Aurélio Garcia rompeu a tradição de nomear um embaixador para o cargo de Assessor Internacional da Presidência da República. Garcia era Secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores, o mesmo do presidente Lula, foi um dos fundadores do partido.
Especula-se que tenha havido divergências entre o assessor e o Itamaraty na questão de formulação de política externa. Uma das críticas sugeria que ele era um terço de chanceler, Samuel Pinheiro Guimarães era outro terço e Celso Amorim com mais um terço, completando a conta. Dessa noção de fluxo entre as três figuras políticas surgiu a percepção da “triangulação” da formulação da política externa na era Lula.
Marco Aurélio foi renovado no posto no Governo Dilma e já amplia a assessoria da qual é chefe.
Antonio Patriota,
o novo
Patriota entrou em substituição a Samuel Pinheiro Guimarães, como Secretário-Geral do Itamaraty já no final do segundo mandato de Lula. No posto ganhou visibilidade até então ofuscada e conseqüentemente foi escalado para o Governo Dilma Russeff como Chanceler.
Tauã Carvalho de Assis
Patriota entrou em substituição a Samuel Pinheiro Guimarães, como Secretário-Geral do Itamaraty já no final do segundo mandato de Lula. No posto ganhou visibilidade até então ofuscada e conseqüentemente foi escalado para o Governo Dilma Russeff como Chanceler.
Tauã Carvalho de Assis
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